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Ancestralidade e saúde

  • Foto do escritor: Tamires Santana
    Tamires Santana
  • 22 de dez. de 2024
  • 1 min de leitura

A ancestralidade é um elo essencial que conecta indivíduos aos seus antepassados, transmitindo heranças culturais, tradições e conhecimentos que moldam a identidade de gerações.


Nego Bispo, pensador quilombola, destaca que a ancestralidade não é apenas uma memória do passado, mas um saber situado e dinâmico, que guia os povos marginalizados na busca por resistência e fortalecimento. Ele compreende como um recurso contínuo, que transcende o tempo e se adapta aos desafios presentes.


No campo da saúde, essa conexão ancestral pode ter um papel crucial na recuperação de doenças. No Brasil, um estudo¹ sobre espiritualidade e câncer demonstrou que crenças religiosas e práticas culturais, muitas vezes herdadas de gerações, ajudam a reduzir o estresse e promovem uma maior resiliência emocional em pacientes com doenças crônicas, como o câncer.


Além disto, práticas integrativas e complementares, como a fitoterapia e rituais espirituais, são frequentemente combinadas aos cuidados que, além de complementar os tratamentos médicos, fortalecem o bem-estar físico e emocional².


Portanto, a ancestralidade é um suporte profundo e cria vínculos afetivos e culturais à própria história e comunidade. Gera a noção de pertencimento e reforça o fortalecimento psicológico e emocional, essenciais para a recuperação em um tratamento.


¹Rev. Bioét. 30 – Oct-Dec 2022

² Ciênc. saúde coletiva 29 – 26 Ago 2024Set 2024


Tamires Santana

Assessoria de Comunicação HEFC

 
 
 

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